

JazzLá vai ele a passar na rua. Toda a gente olha. Mas que loucura, que extraordinário! Comentam. Ele não quer saber. Dança pela rua, sorri no meio do cinzento da rotina. Tudo nele é natural, colorido em tons de azul, tudo é rítmico. Tão rítmico que à medida que bato com os dedos neste teclado de letras, sou forçada a seguir o seu compasso e música sai de mim. Ele não se importa, improvisa mais um pouco, para ficar bem no retrato que lhe faço.Jazz
De repente, muda para um registo mais lento, mais de gozo. Sorri, mostrando uma fileira de dentes branco


O menino que aprendeu a voarJamará era um menino com apenas dez anos. Como todos os meninos de dez anos gostava de correr, brincar e saltar. Como todos os meninos de dez anos não gostava de se deitar cedo, de comer certos legumes e de ajudar na lida doméstica. Mas Jamará era diferente dos outros meninos de dez anos. Jamará tinha um desejo profundo: o de conquistar o coração do belo pássaro que o acordava todos os dias. Jamará chamou ao pássaro Cor-da-Manhã. Um nome como outro qualquer, com uma explicação muito óbvia: Cor-da-Manhã aparecia todas as manhãs e enchia a pequena janelaO menino que aprendeu a voar


Ze PardalinhoZé Pardalinho não costumava querer. Vivia ao sabor do vento e aproveitava o que o vento lhe dava. Comia por necessidade, numa qualquer esplanada de Lisboa. Era-lhe fácil apanhar as migalhas entaladas entre as pedras da calçada, deixadas cair por algum turista bondoso ou por algum rapaz desastrado. Fugia facilmente Zé Pardalinho dos gordos pombos que avidamente o seguiam por toda a parte, para encontrarem migalhas sem as procurarem. Zé Pardalinho vivia para si, sem qualquer obrigação, desejo ou preocupação. Acordava com o nascer do sol e enchia os seus pequenos pulmões de ar fresco. GozavaZe Pardalinho


VislumbreNegrume quente esse, que se estende à minha frente. Olhos abertos, olhos fechados, não importa, é igual. Toda a lucidez que me resta afoga-se nessas cores de loucura, nesse ruído sem sentido. Confuso, arrebatador, onde estou. Estarei? E o vento, tão forte, tão certo, vem soltar-me. Vem levar-me para o azul pacífico, de veludo. Vem, leva-me. Enche-se o corpo de ar, tão cristalino, tão longe. E um berlinde vem rindo, rolando, redondo e frio, na liberdade de se poder soltar da alma minha e voar, como granizo brilhante. Ai, os sonhos. Tão tristes.Vislumbre
bjx
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Come dream the same dream I dreamt!
"E o sonho acaba, acaba o real. Fica a realidade. "
bjx
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Come dream the same dream I dreamt!
"E o sonho acaba, acaba o real. Fica a realidade. "
grande abraço
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"Identity,enter me,let me see the enemy,let me be the animal.Escape,from the entities,that crave my humanity, that feed from my fears that feed from my greed and that feed from my tears.I'll take off these clothes,stand proud,take my place in the round"
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